Se achando / me procurando

Dias atrás, quando decidi fazer o "guia felps", escrevi que o primeiro passo é saber, mesmo que aproximadamente, quem somos. Vou repetir que acho muito difícil saber mesmo quem somos, mas propus, naquele momento, que fizéssemos um exercício bem básico, falando das características, planos, sonhos, amigos etc. E é isso que vou tentar fazer neste post.

Faço esse texto em um momento curioso, quando começo a me reencontrar com o eu de um passado recente. Desde o começo deste ano, eu tive a impressão de esquecer, mais ou menos, o que eu queria e, digamos, quem eu era (meio exagerado, mas bom pra definir). Acredito que isso tenha sido sintoma de uma fase traumática que tive, e que agora estou me recuperando. Então, a partir dessa reconstrução e desse retorno, tentarei definir, mais ou menos, quem eu sou.

Listei, abaixo, uma série de interesses que guiam mais ou menos a minha rotina e aquilo que eu quero que faça parte da minha rotina. Depois dessa lista, e até no decorrer dela, espero escrever algo mais reflexivo. Segue:

Jornalismo - Hoje não dá mais para separar a minha vida do jornalismo. Passo quase 24 horas por dia vivendo jornalismo (mentira, passo 24 horas no facebook). Além de trabalhar o dia inteiro com isso, inclusive nos finais de semana, eu ainda tô tentando me formar nessa joça há quase sete anos. E, pra fechar, é isso que eu gosto de discutir e ler nas horas de lazer (horas de lazer... hahahaha). Enfim, essa foi a minha escolha, e, apesar de ser aquele tipo de sujeito que gostaria de largar seis faculdades e fazer milhões de coisas, eu tenho muita certeza de ter acertado na escolha. Não tenho mais como deixar de pensar como jornalista, pelo resto da vida. Quanto a fazer, também acho que não vou parar. No máximo, intercalar com outras atividades.

Política - Tem duas e eu gosto das duas. Não dá pra entender quem tem aversão à política. Como é que fala sobre a vida sem falar de política? Quanto a partidária, dessa eu também gosto. Tenho nojo de uma parte, mas não perco as esperanças. Sou filiado a um partido de esquerda e acho que é importante lutar nesse sistema. Quem sabe, um dia, eu me arrisque nele também. Faria com orgulho.

Cinema - Digamos que cinema seja a minha arte preferida. Eu até gostaria de ser mais musical, mas sou muito pouco. Meu negócio é imagem e texto. E não existe nada que una tão bem essas duas coisas quanto o cinema. Eu não sou cinéfilo nem nada, mas eu gosto de saber cada vez mais sobre cinema, de ler, de estudar a linguagem, a história etc. Gostaria de ter tempo pra passar horas vendo todos os puta filmes do mundo, mas a gente faz o que pode. E isso é uma das coisas que me move, que me interessa, que eu planejo fazer pela vida toda. Além disso, eu ainda quero fazer cinema, bem naquele estilo câmera na mão e ideia na cabeça (ou o contrário). Documentários (já fiz dois), curtas de ficção e, quem sabe, alguns longas, se um dia houver condição disso.

Literatura - Mais ou menos a mesma coisa que o cinema. Se for pra fazer alguma coisa na vida, que seja ler e ler e ler mais, tudo o que tiver de bom pela frente. Na infância e adolescência, o que eu mais fiz foi ler. Quando eu era pequeno, eu lia tudo que tinha pela frente. Como sou evangélico, criado na igreja, eu li até a Bíblia na infância, além de quase todos os livros da biblioteca mixuruca da escola. E dos 12 aos 16 anos eu fui um rato na Biblioteca Pública. E nunca deixei de ler muito. Tenho muito orgulho disso e sei que teve um efeito grande sobre a minha personalidade. Eu continuo sendo um tanso, mas seria um tanso bem pior se não tivesse lido. E, da mesma forma que o cinema, eu ainda tenho esperança de escrever. Já comecei algumas histórias e espero que um dia tenha cabeça pra terminá-las. E, quando terminá-las, espero que sejam boas como parecem na minha cabeça.

Esportes - Eu não tenho o menor talento pra coisa, mas eu gostaria muito de ter sido um atleta olímpico, de qualquer coisa. Gosto de quase todos os esportes e, particularmente, nado bem. Até gostaria de ser aquele sujeito avesso a esportes, que fica lendo e fumando, mas não consigo viver sem atividade física. Então, eu tenho que estar sempre jogando bola (futebol, basquete e vôlei são os preferidos), pedalando, correndo e nadando. Isso também me define.

Ainda sobre esporte, me define o fato de ser corinthiano roxo (não fanático, pois acho que gente fanática fala muita merda). Além disso, torço para o Knicks e para o Giants, que são os times de Nova Iorque (minha cidade preferida no mundo) de basquete e futebol americano. E também torço bastante pelo time de basquete da minha cidade (Joinville).


Assuntos preferidos - Além de tudo isso aí eu cima, eu tenho interesse especial por alguns assuntos:

História: principalmente a recente, dos anos 60 pra cá, com foco na história do Brasil.
Filosofia: nunca vou ser um puta conhecedor e nem vou mergulhar muito fundo nisso, mas, porra, filosofia é legal pra caralho.
Design: antes de saber ler e escrever, eu desenhava. E durante a infância eu desenhei muito - até que tinha algum talento. Eu ainda gosto muito das artes gráficas e pretendo saber mais sobre o assunto.
Direito/Direitos Humanos: Hoje Direito seria a minha segunda faculdade e a especialização seria Direitos Humanos. Alto nível de interesse acerca disso.
Mobilidade: Não tem como não falar muito sobre mobilidade hoje. Eu,como ciclista, motorista, pedestre e defensor do transporte público, não tenho como não me envolver.



Amanhã continuo a escrever neste post. Cansei por hoje. Hoje fui mais descritivo, mas acho que a coisa será mais reflexiva amanhã.

Sobre saber ou não dar aula e o quanto isso é importante

Já faz alguns anos que eu defendo um professor da faculdade quando o acusam de não saber dar aula. Mas, como todo começo de semestre esse assunto volta a ser debatido, vou tentar formalizar algum pensamento que tenho sobre o caso.

O fato é que ele não sabe mesmo dar aula. Porém, apesar de eu achar que essa seria uma característica desejável, eu acho que ele não precisa saber. O que ele precisa é saber muito sobre determinado assunto. A forma como ele vai compartilhar esse conhecimento, na universidade, não depende só dele.

Eu digo isso porque acho que muita gente não entendeu qual é a pira da faculdade. No ensino fundamental e médio, é importante que o professor saiba repassar o conhecimento. Pois, apesar de que este [o conhecimento] também é subjetivo, interpretativo e outros "ivos", ele ainda assim é um pouquinho mais concreto. Então, o professor tem essa responsabilidade.

Já na faculdade o papo é outro. Eu vejo o professor como um sábio, um poço de conhecimento. Como os estudantes vão se apropriar desse conhecimento é outra coisa. Não sei se é ouvindo o que ele fala sem parar, ou se é perguntando para aquele que fala pouco, ou se é apenas observando o professor fazer.

No ensino superior, não interessa exatamente o que o professor acha. O que interessa é o que o sujeito estudante vai passar a achar a partir do conflito de ideias com o professor, com os livros que lê e com os debates que faz. Mas tem gente que não se interessa pelas ideias, não lê e não debate. E quer que alguém vai lá na frente do quadro dizer o que ele tem que pensar.

E ainda há outro problema. Esse professor que não sabe dar aula, sabe tudo de jornalismo. No entanto, há professores que sabem dar aula e sabem muito pouco sobre jornalismo. E aí mora o perigo. Pois esses professores vão dizer o que essa galera "deve" pensar. E enquanto isso o jornalismo está indo para as cucuias.


Maldito cavalo parado

Semana passada ou no início dessa eu escrevi sobre um momento ruim da minha vida, em que eu tava me sentindo mais perdido que apresentador do Globo Esporte SC. Escrevi naquele momento uma espécie de desabafo, mesmo que eu não saiba muito como fazer isso. De certa forma, de lá para cá, as coisas melhoraram. Algo que eu já esperava, já que acho natural que a vida seja feita exatamente desse movimento de altos e baixos, uns de maior intensidade, outros mais amenos. E se há um momento de desespero, certamente haverá um de tranquilidade. Não há como fugir dessa natureza da vida e do tempo.

Apesar disso, de ter passado a tensão inicial, não sei se posso dizer que estou em um momento melhor. Tenho me sentido sem as rédeas da vida. E, para piorar, o cavalo está parado.

Sempre defendi que cada um é responsável pelo próprio caminho, e que se as coisas não estão da maneira que a gente quer, basta um pouco de atitude para colocá-las no rumo. Atitude e coragem. No entanto, sempre entendi também que não é assim para todo mundo. Há casos em que as coisas fogem do controle e não há atitude que dê jeito. Ou, se há, não dá para julgar quem não tem.

Mas eu não queria que isso acontecesse com a minha vida.

Se eu perdi a rédea, e o cavalo está parado, eu deveria descer e começar a andar. Mas isso tem sido mais difícil do que eu gostaria que fosse. Talvez esteja faltando mais coragem do que atitude.

Na verdade, o que mais tá faltando é vontade. Falta vontade para trabalhar, para estudar, para fazer a monografia; falta vontade pra correr, pra arrumar a casa, pra lavar o carro. Todo dia é um trabalho para sair da cama e para voltar também. E isso é horrível. São poucos os momentos que dá para se sentir bem.

Mas, novamente, esse post é apenas um desabafo. Acredito que falta um start, um pontapé, para que eu possa descer do cavalo e seguir em frente. Um pouco de grana, um romance, uma notícia boa que seja... uma hora algo acontece. Vamos na fé...

NAO TA FACIO PRA NINGUEM

Eu já devo ter dito umas mil que evito - e detesto - reclamar da vida. No geral, a minha é muito boa. No entanto, acho também que a reclamação é da natureza do ser humano e certas semanas ou dias tornam a vontade de reclamar algo irresistível. E essa semana foi, com certeza, uma delas.

Parece que tudo degringolou dessa vez. Começou pelos problemas financeiros, que arrastaram os problemas familiares, que em seguida puxaram outros da faculdade, e, por fim, resultaram em problemas de saúde. Mas esse último teve mais a ver com a mudança de temperatura no início da semana.

Por mais que eu me esforce para essa não ser uma questão central na minha vida, dinheiro realmente faz falta. Tem hora que você se vê sem ele e tudo complica. E o problema nem é o dinheiro acabar no fim do mês e ter que esperar ele entrar novamente daqui a alguns dias. O problema é que o dinheiro que vai entrar também não é suficiente para pagar todas as contas. Contas da casa, despesas do carro (que parece uma maldição, que todo mês tem uma nova), empréstimo para pagar a faculdade... vem conta de tudo que é lugar. Tá muito caro viver...

Uma das coisas que especialmente me deixou para baixo foi decidir que não vou para uma viagem da faculdade. O motivo da faculdade é um campeonato entre as universidades de comunicação do sul do Brasil e o pessoal, pelo menos do meu curso, leva a parada a sério mesmo, indo buscar o primeiro lugar neste ano. E eu, que estou treinando em quatro modalidades, estava muito empolgado para ir, me dedicando para fazer o melhor. Contudo, com esse aperto notado essa semana, estive fazendo minhas contas e vi que vou ter que abrir mão de coisas como essa viagem e outras saídas, pelo menos por um tempo. Como ainda estou pagando a viagem do ano passado, decidi que não posso mais ter uma conta dessa para resolver.

Chega um momento em que você espera que as coisas melhorem, mas elas não melhoram, e o buraco vai ficando cada vez mais fundo. Todo mês tem que gastar 50 pila com remédio, óleo, gravata do cunhado que você perdeu e descobriu que custa 80 pila etc.

Aí você espera ter um pouco de paz em casa, mas encontra gente que só sabe jogar os problemas na tua cara. Tem que ficar ouvindo bobagem quieto. Coisas como "você não dá bola pro próprio pai". Se alguém soubesse a porra da falta que eu sinto do meu velho... (não morreu, só mora do outro lado da cidade, e, assim como eu, não tem muito tempo de sobra)

Enfim, talvez eu precisasse escrever isso para desabafar um pouco. Apesar de ter bons amigos e familiares, não sou a melhor pessoa para expressar os problemas. Tô acostumado a ser aquele que aconselha e não sei ouvir conselhos. No fundo, sou grato pela minha vida. Ela é boa e será ainda melhor. Alguns coisas precisam entrar nos eixos, mas para isso é preciso saber dosar a quantidade de atitude e paciência que a gente aplica na vida.

Fazer menos pra fazer mais

Finalmente achei a foto que dá nome a este blog. Não digo como, mas agradeço muito a pessoa que me ajudou a achar. Tinha alguma importância pra mim - e só pra mim. Mas vou dizer o porque ela dá nome ao blog.

Assim como meu apelido, "Felps", eu tenho vergonha de coisas bizarras na minha vida que precisam de certas explicações. Sempre que me perguntam a origem de "Felps" eu dou uma longa explicação, que não tem muito o que explicar, mas, se eu não fizer isso, fico com aquela sensação de que a pessoa vai pensar: "meu, que idiota!"

E a mesma coisa vale para o blog. Acho palha o nome "perto de vc", mas com essa foto ele faz sentido. Continua sendo palha, assim como Felps, mas faz sentido.


Agora vamos ao post valendo...

Voltei a publicar aqui com o objetivo de tornar esse blog cada vez mais pessoal. Coisa que ele já é, e muito. Mas agora vai ser mesmo. "Só para os mais chegados". E essa decisão está atrelada a uma série de outras outras atitudes que pretendo tomar daqui por diante, com o objetivo - eterno - de arrumar a vida.

Uma delas foi tomada hoje/ontem (domingo). Decidi parar de escrever para o blog coletivo chamado Chuva Ácida, no qual eu publicava um texto por semana, com o objetivo de discutir coisas relacionadas a Joinville, como comportamento, política ou até mesmo políticos. A experiência foi legal, mas gerou um certo desgaste para mim. Começou a me atrapalhar no campo pessoal e profissional. De qualquer forma, valeu pelos textos que consegui publicar e discussões que consegui levantar. Valeu também pelos amigos feitos no processo.

Tomar essa decisão também a abrir mão de outras, pois isso é uma dificuldade que tenho. Sempre quero fazer tudo ao mesmo tempo, e acabo fazendo um monte de coisa errada. Acho que tenho novas escolhas pela frente nesta semana. É o famoso "fazer menos pra fazer mais". Vamos ver o que vai "cair" e o que vai ficar.

Com isso, quero me dedicar mais ao meu trabalho. Não que eu não me dedicasse já, mas acho que tava faltando algo e que a rotina não me deixava completar. E é hora de aprimorar algumas coisas.

No mais, há de se tocar a boiada. Mesmo tirando algumas coisas, sobrou muita coisa pra fazer. E essa é a melhor hora pra começar - ou recomeçar. E dessa vez não pode ser da boca pra fora. Por isso, encerro com uma citação que vi esses dias que já não sei mais de quem é:


"Que tempo para se viver!"

Teste de personalidade

Acabei de fazer o teste de personalidade do inspiira.org e descobri que sou legal. Bom, não sou tão legal quanto a descrição, que é bem elogiosa.O resultado foi ENFP, que significa "O defensor de causas". Acho que é realmente a minha personalidade, mas sem tanto entusiasmo. Quem quiser se conhecer melhor, vai lá no site. Mas tem que ser sincero. Eu fui e tive uma boa surpresa.

O DEFENSOR DE CAUSAS


Para os Defensores de Causas nada ocorre que não seja sem um significado, sem um sentido profundo. E eles não querem deixar de viver nenhuma destas experiências. ENFPs precisam experimentar todos os eventos que afetam a vida das pessoas, e então eles ficam ansiosos por relatar as histórias que eles descobriram, na esperança de revelar alguma verdade sobre pessoas e problemas, e para motivar os outros com suas fortes convicções. Esta forte motivação de se fazer ouvir em eventos sociais pode fazer destes Defensores de Causas incansáveis conversadores, como fontes que borbulham e se espalham, derramando suas próprias palavras para colocar tudo para fora. O seu entusiasmo é ilimitado e é frequentemente contagiante, fazendo deles os mais animados de todos os Tipos, e também inspirando outros a se juntarem à sua causa.
Como os Tipos do temperamento xNFx, ENFPs são bastante raros, pode-se dizer dois ou três por cento da população, mas num nível superior aos outros eles consideram experiências emocionais intensas como sendo vitais para uma vida plena. Defensores de Causas demonstram uma ampla gama e variedade de emoções e uma grande paixão por novidades, e por isso podem tornar-se entediados rapidamente tanto com situações quanto com pessoas, e resistirem repetir experiências. Além disso, eles nunca podem se desvencilhar completamente da sensação de que uma parte deles é separada, excluída de seu experimentar da vida. Dessa forma, enquanto eles procuram por intensidade emocional, os Defensores de Causas frequentemente se vêem em risco de perder contato com seus sentimentos verdadeiros.
Esses Defensores de Causas [xNFP] expressivos são ferozmente independentes, repudiando qualquer tipo de subordinação, quer em si próprios ou em outros com relação a eles. Infelizmente, Defensores de Causas encontram-se constantemente rodeados por outros que os procuram em busca de sabedoria, inspiração, coragem, e liderança, uma dependência esta que, às vezes, pesa um tanto quanto demasiadamente sobre eles. Na mesma linha, ENFPs esforçam-se para demonstrar uma espécie de autenticidade pessoal espontânea, e essa intenção de sempre serem eles mesmos é geralmente comunicada não-verbalmente às outras pessoas, que consideram isso um tanto atraente. Com grande frequência, porém, seus esforços em serem autênticos são insuficientes, e eles tendem a se auto-flagelar quando se constrangem até minimamente com suas próprias atuações.
Através de sua maneira “sondante” de ser, ENFPs fazem uma varredura contínua do ambiente social, e é provável que nenhuma motivação suspeita escape à sua atenção. Muito mais do que outros xNFx, ENFPs A sua atenção nunca é passiva ou casual, nunca vagando, mas sempre dirigida. De fato, vendo a vida como um drama emocionante, abundante de possibilidades tanto para o bem quanto para o mal, os Defensores de Causas tendem a ser hipersensíveis e hiperalertas, sempre prontos para emergências, e por causa disso eles podem sofrer de tensão muscular.
Ao mesmo tempo, ENFPs têm excelentes poderes intuitivos e, muitas vezes, encontram-se tentando ler o que está se passando dentro dos outros, interpretando acontecimentos em termos de motivações ocultas das pessoas, e dando significado especial a palavras ou a ações. Embora essa interpretação possa ser precisa, ela também pode ser negativa, e às vezes imprecisamente negativa, o que pode introduzir um elemento desnecessariamente tóxico à relação. Por exemplo, Defensores de Causas tendem a atribuir mais poder a figuras de autoridade do que realmente nelas há e a crer que estas figuras têm a capacidade de exergá-los com transparência — um poder de “insight” que geralmente não está lá. Desta forma ENFPs podem fazer graves erros de juízo, erros estes que derivam da sua tendência a projetar seus próprios atributos nas outras pessoas, e a focar-se nos dados que confirmam seus próprios viéses.
Apesar da má-interpretação ocasional, Defensores de Causas são habilidosos com pessoas e fazem extenso uso de suas habilidades interpessoais. Eles geralmente possuem um vasto leque de contatos pessoais e telefônicos, esforçando-se na manutenção de ambos os relacionamentos profissionais e pessoais. Eles são acolhedores, se divertem com as pessoas, e são extraordinariamente habilidosos no lidar com as mesmas. São pessoas agradáveis e sentem-se à vontade com seus colegas de trabalho, e as outras pessoas apreciam sua presença. Sua “persona” pública tende a ser bem desenvolvida, assim como sua capacidade para o espontâneo e o dramático. São caracteristicamente otimistas em suas concepções, e se surpreendem quando as pessoas ou eventos não acabam sendo como antecipados. Frequentemente a sua confiança na bondade inata da vida e da natureza humana é uma profecia que se auto-concretiza.
Defensores de Causas podem escolher uma notável gama de de carreiras e obtêm sucesso em diversas áreas. Como trabalhadores, eles são calorosamente entusiasmados, de alto espírito, imaginativos, e podem fazer praticamente qualquer coisa que atraia seu interesse. Eles possuem um forte sentido do possível, e podem resolver muitos problemas, especialmente os que envolvem o lidar com as pessoas. Eles têm prazer no processo de criação de alguma coisa, de uma idéia ou de um projeto, mas não se interessam tanto pela parte mais monótona do processo, que envolve dar continuidade a estas coisas. Uma vez que pessoas ou projetos se tornem uma rotina, ENFPs provavelmente perderão o interesse — o que pode ser é sempre mais fascinante do que aquilo que é. Defensores de Causas são muito habilidosos em reunir pessoas, e são bons apresentadores de reuniões e conferências, embora não sejam tão talentosos em providenciar os detalhes logísticos e operacionais destes eventos. Eles são bons em inventar novas maneiras de se fazer as coisas, e seus projetos tendem a tornarem-se rapidamente personalizados à causa em mãos. São pessoas imaginativas, mas que podem ter dificuldade de levar adiante idéias e projetos iniciados por outras pessoas. Se é para eles gastarem energia e interesse num projeto, eles precisam torná-lo “deles”.
Trabalho que requer contato face-a-face é essencial para os Defensores de Causas. São excelentes professores, ministros religiosos (padres/pastores/etc), e em geral são atraídos pelas artes comunicativas, constituindo talentosos jornalistas, oradores, romancistas, roteiristas, e dramaturgos. Em ambientes institucionais eles podem ser perturbadores do status quo, contestando os Às vezes eles se tornam impacientes com seus superiores; e ocasionalmente eles defenderão o lado dos difamadores da organização onde trabalham, os quais encontram nos ENFPs um ouvido solidário e uma pessoa resgatadora por natureza. Na escolha profissional, ENFPs rapidamente tornam-se inquietos se a escolha envolve detalhamentos meticulosos e um acompanhamento por extensos períodos. Variedade nas operações e interações do dia-a-dia encaixa-se perfeitamente em seus talentos, pois necessitam de um bocado de liberdade para que possam exercer sua criatividade.
Em relacionamentos, ENFPs tendem a ser atraentes, gentis, solidários, porém não-conformistas. Já que frequentemente buscam novas maneiras de ventar suas inspirações, seus companheiros/as podem esperar surpresas. Eles podem oscilar entre a extravagância e a frugalidade, e suas casas podem conter luxuosidades caras, ao mesmo tempo que necessidades básicas possam estar faltando. Eles são enormemente desinteressados em coisas como manutenção doméstica, poupança, seguro de vida, e até mesmo em dinheiro na mão.
Como pais/mães, Defensores de Causas são pessoas dedicadas, embora um tanto imprevisíveis no lidar com seus filhos, oscilando entre o papel do “amigo em necessidade” e de uma dura figura autoritária. Embora verbalizem opiniões fortes sobre disciplina, eles podem não estar dispostos a fazer valer seus pronunciamentos dramáticos, temendo comprometer a relação que têm com seus filhos, e assim deixando o papel de lidar com a situação para o/a seu companheiro/a. ENFPs podem ser pais/mães criativos/as, fornecendo a seus filhos todo o tipo de experiências intrigantes. Por outro lado, ENFPs têm pouca paciência com crianças queixosas ou exigentes, e podem ser bastante intolerantes com este tipo de comportamento.

SHOW

Tenho notado que boa parte das pessoas está confiante com o ano que começa e eu sou uma delas. No entanto, diferente de outros anos, quando o otimismo foi forçado [mas também sincero], este começou de outra maneira. Recuperando-me de um ano muito difícil, no qual quase entreguei os pontos, neste eu comecei sem muita expectativa, sem festa e sem muito ânimo.

Felizmente, ao longo desses primeiros dias de 2012, as coisas foram melhorando e hoje eu tô com uma puta vontade de fazer as coisas acontecer. Até a minha tradicional lista de resoluções, que neste ano tinha sido esquecida, eu decidi fazer. Mais do que isso, decidi pô-las em prática antes mesmo de organizá-las direito. E, dessa forma, as coisas tem acontecido.

Antes de tudo, quero aplicar uma boa dose de disciplina na minha vida, que é o que tem faltado desde que eu me entendo por gente. Disciplina pra malhar, pra trabalhar, pra acordar cedo, pra estudar, pra aprender coisas novas. E isso não tem nada a ver com aquela ideia de disciplina militar, aquela rigidez idiota consigo mesmo. Essa disciplina tem a ver com compromisso, com a não procrastinação.

Com essa mudança na minha vida, acredito que realmente 2012 pode e deve ser diferente. Vou trabalhar muito pra isso. Vou trabalhar muito pra fazer um jornalismo de qualidade em Joinville, pra fazer a minha empresa crescer, pra eu tirar o pé da lama. Vou me esforçar muito pra me divertir e fazer meus amigos se divertirem comigo. Vou batalhar muito pra realizar meus sonhos, pra concluir meus projetos, pra alcançar meus ideais. E assim, fazer um ano diferente.

Nessa correria, conto com as surpresas da vida - tanto para o bem quanto para o mal. Na vida a gente tem que estar preparado pra tudo, e se não tiver preparado, tem que reagir do mesmo jeito. Mas vamos torcer pra que coisas boas aconteçam. Quem sabe uma namorada, que tá fazendo falta, né?

2012 chegou e a gente vai com tudo. Vamos juntos!