Chapa Práxis vence eleição ao Dacs

Numa disputa apertada, a chapa Práxis venceu, na noite de ontem (segunda, 23 de novembro), a eleição para a diretoria do Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Sousa (Dacs). A "Práxis", que fez 52 votos, concorria com a chapa "Dacs é pra lutar", que teve 46. Seis alunos votaram na opção "nulo".

A chapa Práxis é composta por Felipe Silveira (Felps), Jéssica Michels, Marcus Carvalheiro, Manu Carvalho, Alexandre Perger e os calouros Guilherme Duarte, Barbara Elice da Silva, Vitor Forcelinni, Mateus Simões e Pricilla Pellegrini. A gestão será durante todo o ano de 2010.

A atual diretoria do Dacs agradece ao acadêmico Eduardo Rodrigues, de publicidade, pelo esforço na organização da Comissão Eleitoral.

Em Jaraguá

Como bem me corrigiu o blogueiro Maikon, o termo pré-colonial está empregado de forma incorreta. Eu quis dizer "provinciano". Não conseguia lembrar na hora que escrevi a primeira vez. Ah, lembrei de "provinciano" lá em Jaraguá.



Estou trabalhando em Jaraguá do Sul. É cedo para dizer isso, mas garanto que odeio aquela cidade. Haha! Rio, mas é sério. Lá eu sinto a mesma coisa que imagino que os paulistas (e outros moradores de metrópoles) sentem quando conhecem Joinville. É uma cidade bem bonitinha, toda estruturadinha, mas com um pensamento pré-colonial. Vamos ver no que vai dar. Tenho esperança de me adaptar ao trabalho novo e logo voltar a fazer coisas que me agradam, como publicar coisas neste blog.

Uma beija.

Monografia

Cá estou, em novembro, com o tema de monografia na mão. É o sétimo. Talvez eu tenha batido um recorde: sete temas em três meses. Logo eu, que sempre tive certeza de que arrebentaria na mono. Agora, enfim, acho que consegui. Vou mergulhar num dos meus livros favoritos, Incidente em Antares, de Érico Veríssimo (eu insisto em escrever com os acentos).

Dias na corda bamba...

Eu...

É...

Eu...

Vivo dias estranhos...

Nesses dias eu tenho uma dificuldade enorme pra escrever, que tentei representar mais ou menos da forma que comecei esse texto. Eu fico alguns minutos olhando para a tela vazia, para o teclado iluminado pelo branco da tela vazia. Eu paro para escutar algo da TV e eu penso numa infinidade de assuntos, sendo que a única coisa que quero é começar a escrever.

Bom, já estamos aqui, né...

Eu sempre tive planos, de curto, médio e longo prazo. No entanto, parece que os planos de curto e médio prazo foram cancelados ou cumpridos e os de longo estão muito distantes. Talvez sejam eternamente planos de longo prazo, pra nunca serem cumpridos, só para serem sonhados e planejados.

É por isso eu tenho vivido dias difíceis. Não, a vida não tem me posto muitos obstáculos; tem sido até generosa. Eu só não tenho mais assunto, não tenho o que contar. Isso tem incomodado a mim, aos meus amigos, talvez à minha namorada.

Na verdade eu não sei nem contar. Sinto-me na corda bamba, sem ninguém pra olhar, pra torcer pelo sucesso ou pela queda. E parece que eu estou parado no caminho.

Vida de atleta

Quando deu por si corria nu pela São Silvestre - a maratona. Estava atrás de um senhor cuja flacidez lhe dava 80 anos ou mais. Pensou que não era o que queria para si, correr pelado atrás de um velho atleta, em público, com transmissão ao vivo pela Rede Globo. Lembrou da família na praia, fazendo a sesta, enquanto aguardavam a grande festa à meia-noite. Podia até ver o cunhado gordo e bêbado se engasgar com sementes de melancia, após ouvir o berro do sobrinho: "Paiiii, olha o tio pelado na TV!"

Olhou para trás e assustou-se com a quantidade de gente atrás de si, mas ao mesmo tempo se sentiu bem por estar bem na prova. A nudez, no entanto, o deixava inseguro. Um homem fantasiado de noiva corria logo atrás dele; ele o reconheceu da TV. Começou, então, a procurar as personagens típicas da São Silvestre. Onde estará o cara de capacete?, perguntava-se.

De repente, após um piscar de olhos, não viu mais ninguém, a não ser as pessoas atrás da cerca de proteção agitando bandeirolas e assoviando. Ainda corria, ainda estava nu, mas agora estava só. Vinte metros na frente um moto carregava um câmera. Um homem lhe ofereceu uma garrafa d'água e ele estranhou o rosto europeu. Caiu em si: estava na Grécia e representava o Brasil nas olímpiadas. Apesar de não usar uniforme, a bandeirinha desenhada à henna no ombro e o tênis Olímpicos não deixavam dúvidas. Agora as pessoas gritavam seu nome: "Osmar! Osmar! Osmar!" E a barriga já não lhe pesava tanto. Avistou a linha de chegada e apertou o passo, já acenava para as pessoas e sorria à câmera quando... MEU DEUS!!!

A vitória de Osmar foi bruscamente impedida por um homem vestido com uma roupa típica da Irlanda que furou a rede de proteção e veio em sua direção, recitando um padre nosso. Um grego gordão, com um touca de papao noel agarrou o homem, utilizando de um mata-leão para imobilizá-lo. Osmar ainda tentou correr, mas era tarde: o homem de noiva e o de capacete já disputavam nariz a nariz a vitória. A voz de Galvão Bueno tentava lhe acalentar, mas aumentava o sofrimento. "Você é um herói brasileiro, Osmar", repetia o narrador. Sentiu pena de si, sentiu-se nu. Estava nu. Chorou.

A voz de um sobrinho o acordou: "Acorda, tio! Vai começar a São Silvestre".

Fica a dica...

Sabe aquela sensação de "acabou... agora posso descansar em paz... dever cumprido..."? Então, estou com ela. Vou dormir muito tranquilo hoje - tranquilo e feliz. Acabou a Semana Acadêmica de Comunicação (SA) e ainda estamos vivos. Este texto é para compartilhar com vocês as minhas impressões deste processo.

As discussões sobre a SA começaram na metade do primeiro semestre e apenas parte do grupo que começou chegou até o final. E isso é perfeitamente compreensível porque foi algo bastante desgastante e nem todos tinham como estar na mesma sintonia. Mas a primeira coisa que quero fazer aqui é agradecer aos que chegaram ao final, aos membros da Comissão Organizadora Independente da Semana Acadêmica (Coisa). Em segundo, agradeço a todos que colaboraram de alguma forma.

A primeira lição a tirar do processo é a seguinte: vamos aprender a ser objetivos. Gastamos muitas horas discutindo coisas muito simples, como os prêmios da rifa, coisas que alguém pode decidir em três segundos. O outro passo é dividir mais as tarefas (uma dificuldade particular), coisa que conseguimos na véspera do evento.

Enfim, vamos à Semana. O primeiro dia (terça) era mais tranquilo, pois tratava-se de um debate com convidados locais, o que torna tudo mais fácil. Os fotógrafos Chico Maurente, Ebner Gonçalves e Jessé Giotti falaram aos estudantes de PP e de Jornal sobre suas experiências com fotografia. Nesse dia percebemos um fenômeno que se repetiu no decorrer da SA. À medida que o tempo passava, o bate-papo tornava-se mais interessante, descontraído. Saiam as pessoas que não estavam interessadas na conversa - e, portanto, atrapalhavam - e o papo rendia mais. Na saída, a Coisa decidiu tomar uma cerveja para se preparar para a SA. Valeu a pena e deu o tom da Semana, que seria regada com cerveja todos os dias.

Na quarta-feira o trabalho começou pra valer. Fui buscar o sociólogo Sílvio Caccia Bava no aeroporto, eu e o Rio Negrinho. Almoçamos, deixamos o homem no hotel, e fomos ao trabalho. E assim foi a Semana. Trabalho, palestra e boteco... trabalho, palestra e boteco... lembrando que boteco também era trabalho. Além de Caccia Bava, estiveram na SA os palestrantes Rodrigo Ramgrab e Leandro Chaves (PP, quarta), Felipe Rosito (PP, quarta) e Hamilton Octávio de Souza. Encerramos na sexta, com um debate para os cursos de design (Univille), PP e Jornal (Ielusc). Contamos com a participação do professor de design Elcio Ribeiro, da Univille, do publicitário Evandro, e do professor de jornalismo Fred Carvalho, que aceitou o convite em cima da hora, já que o convidado que falaria ao curso de jornalismo não compareceu.

Portanto, depois de toda a correria, atropelos, tropeços, minha avaliação é que a Semana foi ótima em conteúdo, um evento que foi realmente um dos melhores do Ielusc. No entanto, mais uma vez isso foi pouco aproveitado pelos alunos (e também por alguns professores).

Nossa ideia, ao trazer tais palestrantes, era mostrar aos alunos visões diferentes do mundo, coincidentes, sim, com nossa visão de mundo. Nós trouxemos gente foda, com conteúdo, atuante no mercado, para bater papo com os estudantes. Não é sempre que temos a oportunidade de ter isso em casa. Infelizmente, muita gente aproveitou pouco. A média de público girou em torno de 70 pessoas por evento. Isso significa que mais da metade dos alunos do curso faltou a aula durante o evento.

Tudo bem que algumas palestras comecem um tanto enroladas ou que o convidado fale alguma coisa que nos desagrade (como o Sílvio Caccia Bava, que polemizou a questão do diploma), mas certamente quem não compareceu perdeu. Espero que isso possa ser confirmado por quem esteve lá.

Sobre a organização, quero reconhecer alguns defeitos. Muitas vezes nos chamaram de desorganizados e eu revidei, mas realmente é a verdade. O processo foi muito atropelado e ainda contamos com algumas desgraças no caminho. A divulgação falhou bastante e a verba não seria um problema se não tivéssemos nos enrolado tanto.

Fica aqui uma primeira impressão, não muito reflexiva, sobre a SA 2009. Esperamos que tenha valido a pena para quem participou. Para mim valeu muito, e eu sabia disso desde o começo, e isso que me fez não desistir. Aguardo todos para a próxima. Fica a dica...

Sábado é dia de festa

Corram comprar ingresso, pois sábado tem a melhor festa de todos os tempos. Não, não é balada. Não, não é festa caseira. É muito melhor que isso; é a Festa no Sábado. É uma mistura de balada com festa caseira, com bebida de graça e cerveja barata.

É uma festa que gera muita história para contar. Eu não posso contar as minhas publicamente. Uma coisa importante é que, pela primeira vez, a tradicional Festa no Sábado faz parte do calendário da Semana Acadêmica de Comunicação Social 2009.


Não percam!

Ingressos a doze reais com Manu, Ronaldo ou Camilla Elizabeth.