No entanto, acredito que a questão deva ser vista de outra forma. Primeiro, é preciso saber que a ideia não é acabar com o tráfico. Tenho certeza de que isso não passa pela cabeça de ninguém, exceto os cabeças de bagre da Globo, que querem vender essa ideia.
Na minha opinião, o tipo de operação que foi feita no rio não é para acabar com o tráfico, mas, temporariamente, e talvez apenas simbolicamente, com o poder do tráfico. Trata-se do “fim” do poder visível, que é o moleque com fuzil na mão, e não do poder do grande traficante, que mora em mansão.
Essa ação do Estado é bastante contestada, principalmente pela esquerda. Isso não significa ser conivente, passar a mão na cabeça de bandido. Significa respeitar os direitos humanos. Eu, por exemplo, concordo que chegamos num ponto em que é preciso o combate. No entanto, ouço amigos defendendo o extermínio de traficantes e me envergonho deles.
Voltando. A questão aqui é que chegamos num ponto em que é preciso acabar com o poder paralelo, com o traficante mandando no morro, na comunidade. O tráfico não vai acabar, mas ele não pode apontar fuzil pra cidadão, queimar jornalista, usuário, cagueta…
Agora, já que subiu o morro com arma na mão, o Estado precisa levar saúde, educação, lazer, moradia, saneamento básico…
Enfim, essa é uma discussão longa. E esse é o meu ponto de vista, que vai sempre sendo contruído de acordo com o debate. Sinta-se a vontade para dialogar.
Guerra é contra o poder paralelo

Oi. Teria mil outras contribuições a sua opinião, que achei muito boa, mas por hora fico apenas com as seguintes...
ResponderExcluirDá uma pesquisada na quantidade de empresas e comércios que já subiram os morros nesses últimos dias (lembre-se da lógica das guerras). Se ainda não viu, assista o Tropa de Elite 2 (é bom e explica muito). Se tiver um tempinho lê isso aqui: http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&artigo=629